Em um mundo em que todos são cavalheiros em armaduras brilhantes e passam os dias a galopar em seus cavalos brancos, eu me sinto como um pobre aldeão com seu porco de estimação.
Mas pelo menos um de nós tem a sua própria armadura.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
quarta-feira, 3 de junho de 2009
POP ROCK
Esse post pode ser mal interpretado, ou talvez me julguem desinformado, burro, ignorante, mas não importa por que é simplesmente uma impressão músical que eu tenho. Não quero estabelecer nenhum padrão, só estou expondo um padrão criado consciente e inconscientemente por mim durante a minha vivência músical.
É uma noite de sexta feira e você não sabe direito o que vai fazer, mas já busca uma cerveja na geladeira e não se deixa acalmar demais. Os amigos ligam e dizem que estão na casa de alguém e depois vão a um show, um lugar legal, não é o seu preferido, mas é bacana.
Chegando lá, todo mundo bebe e disputa o computador pra colocar o som que quer ouvir, diverso, mas sempre rock. Aí você pergunta "quem vai tocar?".
"Ah, não sei bem, são três bandas, uma é rock clássico, uma meio hardrock, punk, e a outra é pop rock."
Uma imagem se materializa na sua cabeça. Você chegando na festa, bebendo umas e outras, curtindo muito o som dos caras, o guitarrista solo, e no final tá pensando numa guria que te olhou e já se prepara pra beber mais e sair de perto do palco, a banda de poprock vai tocar. O show só vai começar denovo quando essa banda terminar, com poucos aplausos, nenhuma grande emoção e no final ou tu vai estar se agarrando com a guria ou enlouquecido quebrando tudo por que levou um fora, as duas hipóteses, ao som do punk. A noite se tornou óbvia!
Em uma das minhas primeiras semanas aqui em buenos aires eu fui a um clube que fica na frente da minha casa onde toca rock a todo fim de semana. Perguntei quem iria tocar e o porteiro disse "são três bandas de poprock". Ok, eu não tinha mais nada pra fazer mesmo. Cheguei lá pra ver qual era.
Surpresa. Maravilha. Não vi só uma banda de poprock, vi um muro de preconceito sendo destruido a marretadas de guitarra distorcida, levada pop e um baixo compassado a lá michael jackson.
Quando se fala em poprock, vem logo na cabeça coisas como skank, jota quest, LS Jack e essas empresinhas que as vezes se prestam a contratar um nando reis pra vender com mais classe. Mas é preconceito. A banda se chamava PECES, e tocava POPROCK, POPROCK no sentido mais puro da palvra. O sentido mais musical. Não conseguia entender a palavra POP no sentido de POPULAR que a palavra carrega, mas de MÚSICA POP. Michael Jackson, 80's, "Tuntz Tatz Tuntz Tatz...".
É uma pena que por tanto tempo eu tenha associado o estilo diretamente a venda. Parece que o PopRock é um apelido eufêmico pra musica MAIS OU MENOS, pra algo que existe só pra tocar no rádio e aparecer no faustão.
NÃO, NÃO, NÃO.
É pop, é dançante, rock, é louco e pode ser bem pesado.
Banda IDENTIDADE, de Porto Alegre. Escutem, um trechinho que seja.
Considero um crime quando uma banda de "rock" se rotula como pop rock simplesmente para não parecer tão agressivo para o público que não é fã de rock, mas não tem peito pra se dizer outra coisa. Paremos pra ouvir essas bandas e ver o quanto de pop, e o quanto de rock eles conseguem juntas em suas músicas.
Se interessar, ouçam os PECES, é uma mistura bem balanceada entre pop e rock, as vezes meio sintetizado demais, mas a mim soa agradável.
Não saia da festa na banda de pop rock, escute pelo menos duas músicas e aí sim vá atras da guria, e se for bom, se for POPROCK, dance com ela.
É uma noite de sexta feira e você não sabe direito o que vai fazer, mas já busca uma cerveja na geladeira e não se deixa acalmar demais. Os amigos ligam e dizem que estão na casa de alguém e depois vão a um show, um lugar legal, não é o seu preferido, mas é bacana.
Chegando lá, todo mundo bebe e disputa o computador pra colocar o som que quer ouvir, diverso, mas sempre rock. Aí você pergunta "quem vai tocar?".
"Ah, não sei bem, são três bandas, uma é rock clássico, uma meio hardrock, punk, e a outra é pop rock."
Uma imagem se materializa na sua cabeça. Você chegando na festa, bebendo umas e outras, curtindo muito o som dos caras, o guitarrista solo, e no final tá pensando numa guria que te olhou e já se prepara pra beber mais e sair de perto do palco, a banda de poprock vai tocar. O show só vai começar denovo quando essa banda terminar, com poucos aplausos, nenhuma grande emoção e no final ou tu vai estar se agarrando com a guria ou enlouquecido quebrando tudo por que levou um fora, as duas hipóteses, ao som do punk. A noite se tornou óbvia!
Em uma das minhas primeiras semanas aqui em buenos aires eu fui a um clube que fica na frente da minha casa onde toca rock a todo fim de semana. Perguntei quem iria tocar e o porteiro disse "são três bandas de poprock". Ok, eu não tinha mais nada pra fazer mesmo. Cheguei lá pra ver qual era.
Surpresa. Maravilha. Não vi só uma banda de poprock, vi um muro de preconceito sendo destruido a marretadas de guitarra distorcida, levada pop e um baixo compassado a lá michael jackson.
Quando se fala em poprock, vem logo na cabeça coisas como skank, jota quest, LS Jack e essas empresinhas que as vezes se prestam a contratar um nando reis pra vender com mais classe. Mas é preconceito. A banda se chamava PECES, e tocava POPROCK, POPROCK no sentido mais puro da palvra. O sentido mais musical. Não conseguia entender a palavra POP no sentido de POPULAR que a palavra carrega, mas de MÚSICA POP. Michael Jackson, 80's, "Tuntz Tatz Tuntz Tatz...".
É uma pena que por tanto tempo eu tenha associado o estilo diretamente a venda. Parece que o PopRock é um apelido eufêmico pra musica MAIS OU MENOS, pra algo que existe só pra tocar no rádio e aparecer no faustão.
NÃO, NÃO, NÃO.
É pop, é dançante, rock, é louco e pode ser bem pesado.
Banda IDENTIDADE, de Porto Alegre. Escutem, um trechinho que seja.
Considero um crime quando uma banda de "rock" se rotula como pop rock simplesmente para não parecer tão agressivo para o público que não é fã de rock, mas não tem peito pra se dizer outra coisa. Paremos pra ouvir essas bandas e ver o quanto de pop, e o quanto de rock eles conseguem juntas em suas músicas.
Se interessar, ouçam os PECES, é uma mistura bem balanceada entre pop e rock, as vezes meio sintetizado demais, mas a mim soa agradável.
Não saia da festa na banda de pop rock, escute pelo menos duas músicas e aí sim vá atras da guria, e se for bom, se for POPROCK, dance com ela.
domingo, 31 de maio de 2009
Mil Perdões
esquecemos o aniversário do blog.
era dia 3 de maio.
foda-se.
depois do primeiro aniversário, ele se tornou grandioso que só vai comemorar de DEZ em DEZ!
era dia 3 de maio.
foda-se.
depois do primeiro aniversário, ele se tornou grandioso que só vai comemorar de DEZ em DEZ!
quarta-feira, 27 de maio de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
18/05 03:58
A conversa entre eu e o Montro já se estendia há uns 20 minutos. Até o momento fatídico.
Tiago: Sim cara! Tipo aquele dia que eu fui na casa da loca, aquela... a que eu fui na casa, ta ligado? Puta merda velho, minha próxima quest na vida real (!!!) vai ser descobrir o nome dela!
JotaPê: Boa noite velho.
Tiago: Sim cara! Tipo aquele dia que eu fui na casa da loca, aquela... a que eu fui na casa, ta ligado? Puta merda velho, minha próxima quest na vida real (!!!) vai ser descobrir o nome dela!
JotaPê: Boa noite velho.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
SARJETA # 1
Manifesto
"Eu só confio nas pessoas loucas, aquelas que são loucas pra viver, loucas para falar, loucas para serem salvas, desejosas de tudo ao mesmo tempo, que nunca bocejam ou dizem uma coisa corriqueira, mas queimam, queimam, queimam, como fogos de artifício."
Jack Kerouac
"Seremos sempre assim, sempre que precisar
Seremos sempre quem teve coragem
De errar pelo caminho e de encontrar saída
No céu do labirinto que é pensar a vida
Que sempre vai passar, por aí."
Nei Lisboa - Por aí
Nossos sucessos são nossos excessos, e nosso excesso é nosso discurso. Interiorizamos toda a transgressão e por isso essa é nossa fase mais conflitiva. Queremos quebrar os velhos dogmas e encontrar as respostas das perguntas que ainda não conhecemos por que não nos foi preciso fazer-las, mas não exite a possibilidade de ausência de perguntas.
Procuramos pessoas tão perdidas, confusas e VIVAS como nós, talvez para reforçar nossa fé na vida, ainda que vivamos imersos nestes psíquicos gases soníferos que nos são quase desestimulantes. Ou talvez por que esse brilho precise ser refletido para que todos possam de fato enxerga-lo (e senti-lo), e essas pessoas, as que queimam e se excedem a cada santo segundo, essas refletem seus brilhos entre si, e constroem um diálogo entre si, não importa se não se conhecem, ou se já se falaram, se concordam ou se gostam, elas trocam, sugam, secam e transbordam graciosidade bruta e sólida, sigela, plena e infinita. Esse é nosso passeio no “labirinto que é pensar a vida”, esse é nosso erro constante e nosso acerto inconsciente. Descobrir que palavras tortas podem viver em harmonia (e soar bem) nos faz pensar liberdade, nos faz duvidar da verdade e preferir a vertigem sem fim mas não desacreditar, sempre rezar pela (e para a) vida, para poder abocanhar a felicidade e nunca aceitar que nos a entreguem mastigada. Não nos importa entender, não nos importa explicar, conceituar, calcular, nos importa sentir, e então sim, dividir e reproduzir. Não há explicação, há o sentir.
Sobre o fim... Sobre a volta... Não dá pra saber se há. Dentro das restrições que existem nessa realidade há apenas a constante superação, e a superação da superação e isso sempre entendido e aceito, dentro das restrições, se pararmos pra pensar, a plenitude é inalcançável, e de certa forma é nosso objetivo, chegaremos no paraíso e ainda lá teremos a coragem de contestar, de se perguntar pra deus para onde vamos depois, e depois da terceira ou quarta audiência com o todo poderoso, já não seriam mais visitas marcadas, mas panelaços desesperados em frente à sede do poder executivo celestial. Quando Nei cita o labirinto, não esquece de dizer que a saída é pelo céu, faz questão de nos alertar que pensar a vida é um labirinto que, ao entrarmos todas as portas se fecham. Da maneira enxergo essa alegoria do labirinto, deve ser cheia das melhores dores dos piores e maiores prazeres, além das dúvidas que nos fazem querer voltar, e pior do que estar nele e sofrer, é querer voltar, por que agora não há volta, as portas já se fecharam, e se por acaso se abrirem, lá fora, podemos gritar, evitar, buscar distração, mas mais cedo ou mais tarde, surgira a dúvida que nos fará querer entrar denovo, pra se perder mais uma vez (umas quantas).
São as sarjetas, as fumaças, as bebidas, as madrugadas, as filosofias baratas, a saudade, o amor e o ódio, os amigos, a amnésia temporária, e mais mil deuses e demônios da realidade, os nossos objetivos e ao mesmo tempo válvulas de escape para essa nossa busca pelo infinito. Que nos tornemos titãs eternos do viver, morrer, viver. Que nos façamos inabaláveis frente a toda dificuldade e negatividade e sumamente sensíveis perante o amor. Que busquemos acima de tudo a perfeição, mas que não esperemos dela mais do que apenas um momento.
"Eu só confio nas pessoas loucas, aquelas que são loucas pra viver, loucas para falar, loucas para serem salvas, desejosas de tudo ao mesmo tempo, que nunca bocejam ou dizem uma coisa corriqueira, mas queimam, queimam, queimam, como fogos de artifício."
Jack Kerouac
"Seremos sempre assim, sempre que precisar
Seremos sempre quem teve coragem
De errar pelo caminho e de encontrar saída
No céu do labirinto que é pensar a vida
Que sempre vai passar, por aí."
Nei Lisboa - Por aí
Nossos sucessos são nossos excessos, e nosso excesso é nosso discurso. Interiorizamos toda a transgressão e por isso essa é nossa fase mais conflitiva. Queremos quebrar os velhos dogmas e encontrar as respostas das perguntas que ainda não conhecemos por que não nos foi preciso fazer-las, mas não exite a possibilidade de ausência de perguntas.
Procuramos pessoas tão perdidas, confusas e VIVAS como nós, talvez para reforçar nossa fé na vida, ainda que vivamos imersos nestes psíquicos gases soníferos que nos são quase desestimulantes. Ou talvez por que esse brilho precise ser refletido para que todos possam de fato enxerga-lo (e senti-lo), e essas pessoas, as que queimam e se excedem a cada santo segundo, essas refletem seus brilhos entre si, e constroem um diálogo entre si, não importa se não se conhecem, ou se já se falaram, se concordam ou se gostam, elas trocam, sugam, secam e transbordam graciosidade bruta e sólida, sigela, plena e infinita. Esse é nosso passeio no “labirinto que é pensar a vida”, esse é nosso erro constante e nosso acerto inconsciente. Descobrir que palavras tortas podem viver em harmonia (e soar bem) nos faz pensar liberdade, nos faz duvidar da verdade e preferir a vertigem sem fim mas não desacreditar, sempre rezar pela (e para a) vida, para poder abocanhar a felicidade e nunca aceitar que nos a entreguem mastigada. Não nos importa entender, não nos importa explicar, conceituar, calcular, nos importa sentir, e então sim, dividir e reproduzir. Não há explicação, há o sentir.
Sobre o fim... Sobre a volta... Não dá pra saber se há. Dentro das restrições que existem nessa realidade há apenas a constante superação, e a superação da superação e isso sempre entendido e aceito, dentro das restrições, se pararmos pra pensar, a plenitude é inalcançável, e de certa forma é nosso objetivo, chegaremos no paraíso e ainda lá teremos a coragem de contestar, de se perguntar pra deus para onde vamos depois, e depois da terceira ou quarta audiência com o todo poderoso, já não seriam mais visitas marcadas, mas panelaços desesperados em frente à sede do poder executivo celestial. Quando Nei cita o labirinto, não esquece de dizer que a saída é pelo céu, faz questão de nos alertar que pensar a vida é um labirinto que, ao entrarmos todas as portas se fecham. Da maneira enxergo essa alegoria do labirinto, deve ser cheia das melhores dores dos piores e maiores prazeres, além das dúvidas que nos fazem querer voltar, e pior do que estar nele e sofrer, é querer voltar, por que agora não há volta, as portas já se fecharam, e se por acaso se abrirem, lá fora, podemos gritar, evitar, buscar distração, mas mais cedo ou mais tarde, surgira a dúvida que nos fará querer entrar denovo, pra se perder mais uma vez (umas quantas).
São as sarjetas, as fumaças, as bebidas, as madrugadas, as filosofias baratas, a saudade, o amor e o ódio, os amigos, a amnésia temporária, e mais mil deuses e demônios da realidade, os nossos objetivos e ao mesmo tempo válvulas de escape para essa nossa busca pelo infinito. Que nos tornemos titãs eternos do viver, morrer, viver. Que nos façamos inabaláveis frente a toda dificuldade e negatividade e sumamente sensíveis perante o amor. Que busquemos acima de tudo a perfeição, mas que não esperemos dela mais do que apenas um momento.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
nosso sucesso é nosso excesso, e nossos excessos são nosssos discursos
A nossa história cotidiana não é contada pelas vezes que executamos o previsível, nem pelas vezes que agimos dentro do formalismo. A nossa história é composta pelas infinitas vezes em que damos de presente a nossa alma, para qualquer desconhecido que passa; pelas várias vezes em que deixamos o nosso rastro, nas atitudes tresloucadas de uma madrugada, e, principalmente, pelas poucas vezes que tocamos o infinito contido no coração de quem amamos com um gesto tolo como sorrir de besta.
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